O médico ortopedista Cauê Arroyo Machado, de 38 anos, formado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) e morador de Votuporanga, foi atingido por um disparo acidental, na tarde de quinta-feira (18), durante um curso de tiro na Academia da Polícia Civil Doutor Coriolano Nogueira Cobra, no bairro do Butantã, zona oeste da capital paulista.
O incidente ocorreu por volta das 14 horas durante uma simulação de abordagem policial, parte do treinamento em andamento com cerca de 50 alunos divididos em duas turmas. Segundo relatos de participantes, o instrutor teria se confundido e utilizado uma arma de fogo real em vez de um simulacro, resultando no disparo que atingiu o abdômen do médico.
Testemunhas também afirmam que uma outra participante teve ferimento de raspão, mas sem gravidade, e recebeu atendimento imediato no local.
Após ser atingido, Cauê foi colocado em uma ambulância e encaminhado imediatamente ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP), onde foi submetido a cirurgia de emergência. Informações médicas preliminares indicam que a bala perfou órgãos vitais incluindo o rim e partes do intestino, mas ele se encontra estável após o procedimento e segue em cuidados intensivos sob observação especializada.
Nascido e criado no interior de São Paulo, Cauê Machado se destacou desde cedo no meio acadêmico e profissional. Ele se formou em Medicina pela FAMEMA, uma das instituições médicas públicas mais respeitadas do Brasil, na turma de 2012. Após a graduação, concluiu residência e especialização em Ortopedia e Traumatologia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP).
Ao longo da carreira, trabalhou como ortopedista em hospitais de referência da região noroeste paulista, atuando em São José do Rio Preto e em Votuporanga, cidade onde construiu sua família, sendo casado e pai de dois filhos.
Recentemente, Cauê estava em formação complementar na Academia da Polícia Civil, com o objetivo de atuar como médico legista na Polícia Científica do Estado de São Paulo, função que une sua experiência médica à atuação pericial em casos criminais.
O episódio provocou imediata reação de estudantes e profissionais da área de segurança pública, que questionam protocolos de segurança no manuseio de armas de fogo em treinamentos educacionais e operacionais. Especialistas em formação policial afirmam que a utilização de simulacros é um procedimento padrão, o que torna o uso inadvertido de munição real motivo de preocupação e investigação interna por parte da Academia da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
Organizações médicas também manifestaram solidariedade à família de Cauê e reforçaram a importância de revisões nos processos de instrução que envolvam armamento, visando evitar que acidentes dessa natureza se repitam.
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