Mesmo cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro segue no centro das articulações políticas da direita brasileira. A estratégia agora passa por manter influência sobre seu partido e o campo conservador enquanto se aproxima o pleito presidencial de 2026.
Bolsonaro solicitou oficialmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorização para receber o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, na Papudinha, unidade prisional em Brasília onde cumpre sua pena. O pedido, feito em 27 de janeiro de 2026, inclui também a visita de outros líderes do PL para diálogos políticos — algo que ainda depende de aprovação do STF.
A articulação busca manter Bolsonaro informado e ativo nos debates internos do PL, consolidando sua influência na definição de estratégias, alianças e nomes que representarão a direita nas eleições do próximo ano.
Valdemar Costa Neto tem reafirmado a importância de Bolsonaro para os rumos do PL. Em inserção veiculada pelo partido, ele declarou que Bolsonaro escolherá os nomes de candidato a presidente e vice que disputarão a eleição de 2026 — mesmo com a inelegibilidade do ex-presidente imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração reforça a posição de que o PL seguirá a orientação política de Bolsonaro e que seu legado sobressai sobre rivalidades internas. Líderes conservadores próximos ao partido defendem a unidade em torno dessa orientação para enfrentar a base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro.
Com Bolsonaro impedido de concorrer até pelo menos 2030, seu apoio formal tem sido direcionado ao filho senador Flávio Bolsonaro, que lançou sua pré-candidatura à Presidência da República com respaldo do pai e de setores do PL.
Paralelamente, políticos da direita, como o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, ganham espaço como possíveis alternativas caso a influência de Bolsonaro se fragilize. Pesquisas internas e movimentos políticos indicam uma disputa mais ampla dentro do campo conservador por um nome competitivo em 2026.
O esforço de Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto em centralizar decisões políticas evidencia tanto a continuidade de sua liderança simbólica quanto as tensões internas na direita brasileira. Enquanto alguns grupos defendem consolidar nomes ligados diretamente ao legado bolsonarista, outros buscam ampliar apoios que vão além dessa base, refletindo divergências sobre a melhor estratégia para derrotar o governo Lula.
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