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| Foto: Reprodução / Internet |
Em depoimento prestado à Polícia Civil, os dois irmãos acusados de matar o empresário Rafael Alves relataram que o crime que terminou com o Porsche incendiado em uma estrada rural de Pompeia foi precedido por uma disputa financeira que teria superado R$ 800 mil e por uma agressão física momentos antes do homicídio. As declarações fazem parte do inquérito conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília.
Segundo a versão apresentada pelos acusados, a relação entre eles e Rafael envolvia empréstimos e acertos financeiros antigos, com pagamentos já realizados que, somados, ultrapassariam R$ 800 mil, de uma dívida de R$ 75 mil. Os irmãos afirmaram à polícia que, apesar dos repasses, a vítima continuava cobrando valores que consideravam indevidos, o que teria aumentado a tensão entre as partes.
Ainda conforme o depoimento, no dia do crime houve um desentendimento dentro do estabelecimento dos investigados. Os acusados disseram que Rafael teria ido ao local para nova cobrança e que, durante a discussão, um deles se refugiou no banheiro, sendo retirado à força pela vítima, episódio descrito como o estopim da agressão. A partir daí, a situação teria escalado rapidamente.
A investigação apura que, após a briga, Rafael foi agredido violentamente, não resistiu aos ferimentos e morreu. Em seguida, de acordo com a polícia, os irmãos colocaram o corpo no veículo da vítima e seguiram até a zona rural de Pompeia, onde atearam fogo no Porsche com a intenção de ocultar o cadáver e destruir provas.
O automóvel em chamas foi localizado por moradores na tarde do dia 16. Após o controle do incêndio, equipes policiais encontraram o corpo carbonizado no banco traseiro. A identificação confirmou tratar-se do empresário de Marília, conhecido na região.
Os irmãos foram presos e permanecem à disposição da Justiça. Eles respondem por homicídio e ocultação de cadáver. A Polícia Civil ressalta que o depoimento dos acusados é uma das versões analisadas e que os laudos periciais, além de outras provas testemunhais e técnicas, serão confrontados para esclarecer a dinâmica exata do crime e a real extensão da disputa financeira.
O caso segue em investigação. A polícia não descarta novas diligências e eventuais responsabilizações conforme o avanço do inquérito.
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