Na madrugada 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram o que o presidente Donald Trump chamou de “ataque de grande escala” contra a Venezuela, com múltiplas explosões relatadas na capital Caracas e regiões próximas. Segundo anúncio oficial de Trump, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país.
Trump afirmou que a operação foi conduzida por forças especiais norte-americanas em conjunto com agências de aplicação da lei, e descreveu a captura como bem-sucedida. Documentos oficiais norte-americanos indicam que Maduro foi detido para enfrentar acusações criminais nos Estados Unidos, relacionadas a narcotráfico e “narco-terrorismo”, com um mandado de prisão já existente desde 2020.
Segundo relatos e postagens oficiais publicadas por Trump nas redes sociais, o ex-chefe de Estado venezuelano foi transportado para um navio de guerra americano no Caribe antes de eventuais traduções ou julgamentos nos EUA.
Testemunhas e imagens aéreas mostram explosões em áreas civis e instalações militares em Caracas, incluindo aeroportos e bases aéreas, com relatos de cortes de energia e atividade militar intensa. Autoridades venezuelanas descreveram os ataques como agressão militar aberta, ordenaram mobilização das forças de defesa e declararam “comunicação externa em estado de emergência”.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que Maduro e sua esposa estavam desaparecidos e exigiu prova de vida, acusando os EUA de violar a soberania do país.
Reações internacionais: polarização e choque
A operação provocou forte reação global, acentuando divisões geopolíticas:
Países como Rússia, Cuba e Irã condenaram publicamente a ação dos EUA, chamando-a de violação do direito internacional.
Líderes europeus citaram preocupações sobre a legalidade e o futuro da ordem internacional.
Na América Latina, houve resposta dividida: o presidente argentino Javier Milei comemorou a captura, enquanto o Brasil e México expressaram preocupação com a estabilidade regional.
Motivação e justificativas dos EUA
O governo Trump alegou que a operação foi motivada por acusações de que Maduro dirige uma organização criminosa transnacional, responsável por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ameaças à segurança dos EUA. Washington vinha oferecendo uma recompensa de até US$ 50 milhões por informações que levassem à detenção de Maduro desde 2025.
Autoridades norte-americanas e um senador do país afirmaram que Maduro será julgado nos Estados Unidos por acusações criminais, e que a ação militar teria sido, em parte, para proteger os agentes que executaram o mandado de prisão.
Críticos — incluindo especialistas em direito internacional e líderes de outras nações — alegam que a operação pode violar o princípio de soberania e o direito internacional, já que não houve autorização clara do Conselho de Segurança da ONU ou justificativa reconhecida de legítima defesa.
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