Uma ampla manifestação política está marcada para o próximo domingo, 1º de março de 2026, na Avenida Paulista, em São Paulo, sob o nome “Acorda Brasil”. O ato foi convocado principalmente por parlamentares e lideranças conservadoras, que incentivam apoiadores a se reunir a partir das 14h para expressar insatisfação com o atual cenário político e judicial do país.
A mobilização promete ser um dos maiores eventos de rua da direita brasileira neste início de ano, com caravanas programadas de diversos estados e pontos do país, incluindo São Paulo, Recife, Belo Horizonte e outras capitais.
Pauta e reivindicações
Organizadores e apoiadores divulgaram uma série de pautas que deverão marcar o discurso dominante na manifestação:
Críticas ao governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com cobrança por políticas públicas que consideram ineficazes.
Pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, por meio de articuladores da campanha.
Defesa de anistia política, incluindo a liberação de condenados relacionados aos atos de 8 de janeiro — uma pauta que tem mobilizado setores radicais dentro da direita.
Combate ao que os organizadores definem como corrupção e aumento de impostos, além de críticas à atuação das instituições de poder.
Deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) — um dos principais convocadores — têm usado suas redes sociais para reforçar a necessidade de participação popular e enfatizar que os protestos buscam “fazer ouvir a voz dos brasileiros insatisfeitos”.
Estrutura do evento e mobilização
A organização informou que o ato contará com palcos, equipamentos de som e infraestrutura como grades de proteção e banheiros químicos. Para cobrir os custos, aliados de parlamentares chegaram a realizar uma vaquinha pública estimada em cerca de R$ 130 mil. Orientações aos participantes incluem evitar cartazes com linguagem ofensiva contra instituições, segundo alguns dos coordenadores da mobilização.
Grupos pró-ato também organizaram caravanas desde várias cidades — de regiões metropolitanas do Vale do Aço, Minas Gerais, até comunidades no interior paulista —, reforçando a expectativa de grande participação popular.
Participação de Marília
Em Marília (SP), apoiadores locais do movimento também organizaram um ato alinhado à mobilização nacional. A manifestação na cidade está prevista para ocorrer na Avenida das Esmeraldas, com concentração às 10h do dia 1º de março, no trecho entre o posto de combustíveis e o Colégio Criativo.
A organização mariliense promoveu ações de mobilização prévias, como um “adesivaço” na mesma avenida, e anunciou a manifestação local como parte da agenda nacional, com pautas semelhantes de críticas ao governo federal e ao STF.
Contexto geral da mobilização
O movimento tem atraído caravanas e grupos de diferentes estados para o ato em São Paulo, além de convites em outras cidades como Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG), onde também ocorrerão concentrações em horários variados ao longo do dia.
A manifestação acontece em um contexto de forte polarização política no Brasil em 2026 e está sendo acompanhada por debates públicos sobre liberdade de expressão, atuação das instituições e limites legais de manifestações políticas. Autoridades em diferentes níveis vêm acompanhando a mobilização às vésperas do evento, que acontece em meio a um ano eleitoral e a discussões acaloradas sobre o papel dos poderes da República.
Resumo dos principais pontos:
Data: 1º de março de 2026
São Paulo (SP): Concentração às 14h na Avenida Paulista — ato nacional Acorda Brasil.
Marília (SP): Ato local às 10h na Avenida das Esmeraldas (entre o posto e o Colégio Criativo).
Pautas: Críticas ao governo federal e ao STF, pedidos de impeachment e outras reivindicações políticas levantadas pelos organizadores.
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