ESQUEMA DE DESVIO DE MERCADORIAS TERMINA COM DOIS FUNCIONÁRIOS PRESOS EM ATACADISTA DE MARÍLIA

FOTO: DIVULGAÇÃO 

Dois funcionários de um supermercado atacadista localizado na zona norte de Marília foram presos em flagrante na quarta-feira, dia 17 de junho, suspeitos de participar de um esquema de furto de mercadorias dentro da própria empresa. A ação contou com a atuação da Polícia Militar após denúncias e monitoramento interno do estabelecimento identificarem movimentações consideradas suspeitas.

De acordo com as informações apuradas, o caso veio à tona após o setor de segurança da empresa perceber o desaparecimento frequente de produtos e intensificar a análise das imagens do circuito interno de monitoramento. As investigações apontaram o envolvimento de um repositor, de 45 anos, e de uma fiscal, de 42 anos, que teriam atuado de forma coordenada para retirar mercadorias sem levantar suspeitas.

Segundo a Polícia Militar, a funcionária seria responsável por separar e armazenar os produtos em uma área de acesso restrito. Em seguida, o colega retirava as mercadorias e as transportava por trajetos com menor cobertura de câmeras até um veículo estacionado no local.

O flagrante ocorreu após o gerente do atacadista acionar a polícia. Durante a vistoria no automóvel do suspeito, os policiais encontraram diversos produtos pertencentes ao estabelecimento. Questionado, o funcionário admitiu participação no esquema e indicou a colega como colaboradora da ação. 

Na sequência, os policiais localizaram a segunda suspeita em sua residência, onde também foram encontrados produtos do atacadista. Entre os itens recuperados estavam chocolates, bebidas, alimentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos, artigos de limpeza, papel higiênico, rações para animais e utensílios domésticos. Todo o material foi apreendido e devolvido ao estabelecimento.

A dupla foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, onde a prisão em flagrante por furto qualificado foi ratificada. Os dois permaneceram à disposição da Justiça. A Polícia Civil deverá prosseguir com as investigações para apurar há quanto tempo o esquema funcionava e qual foi o prejuízo total causado à empresa.



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