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Vítima de 35 anos aproveitou um momento a sós com a equipe médica para pedir socorro; suspeito, de 41 anos, foi detido pela Polícia Militar dentro do Hospital das Clínicas.
Uma denúncia feita dentro do Hospital das Clínicas (HC) de Marília colocou fim a um episódio de violência doméstica na noite deste domingo (12). Uma recicladora, de 35 anos, conseguiu relatar à equipe médica que havia sido agredida pelo companheiro, um reciclador de 41 anos, que acabou preso em flagrante pela Polícia Militar ainda nas dependências da unidade hospitalar.
Segundo o registro da ocorrência, as agressões aconteceram na residência onde o casal vivia, em um conjunto de prédios desativados da CDHU, na zona sul da cidade. A vítima contou à polícia que foi violentamente espancada com socos e chutes, sofrendo diversas lesões pelo corpo e no rosto. Ela também afirmou que perdeu a consciência durante as agressões e, ao recobrar os sentidos, passou a ser ameaçada de morte caso denunciasse o autor.
Mesmo ferida, a mulher foi levada pelo próprio agressor para receber atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul. Devido à gravidade dos ferimentos, principalmente na face, os profissionais de saúde decidiram transferi-la para o Hospital das Clínicas, onde seria submetida a uma avaliação mais detalhada e atendimento especializado.
Já no HC, o homem permaneceu acompanhando a vítima e, conforme relato da mulher, continuou fazendo ameaças para que ela permanecesse em silêncio. Aproveitando um momento reservado durante o atendimento, ela conseguiu informar aos profissionais de saúde que era vítima de violência doméstica e pediu ajuda.
Diante da denúncia, a equipe médica acionou imediatamente a Polícia Militar. Os policiais localizaram o suspeito na sala de espera do hospital e realizaram a abordagem. Conforme o boletim de ocorrência, ele resistiu à prisão, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe policial e do próprio acusado.
O reciclador foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde a prisão em flagrante foi confirmada pelos crimes de lesão corporal, ameaça e perseguição no contexto da Lei Maria da Penha. Em razão da gravidade dos fatos e das penas previstas para os delitos, a autoridade policial não arbitrou fiança e determinou que o acusado permanecesse preso, visando preservar a segurança da vítima até a apreciação do caso pela Justiça.
Após prestar depoimento, a mulher retornou ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internada para continuidade do tratamento médico. O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que também acompanhará as medidas protetivas destinadas a garantir a integridade física e psicológica da vítima.
O episódio reforça a importância da atuação das equipes de saúde no acolhimento de mulheres vítimas de violência. Muitas denúncias são feitas justamente durante atendimentos médicos, permitindo que a rede de proteção seja acionada rapidamente e que novas agressões sejam evitadas.






