A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a Operação “Sem Remorso” para apurar um esquema de desvio de recursos na Caixa Econômica Federal que teria causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão aos cofres da instituição.
A ação ocorreu no município de Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, onde agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de um investigado — um ex-gerente da Caixa — suspeito de envolvimento direto no esquema.
Durante a operação, foram apreendidos:
documentos diversos,
um telefone celular,
um carro de luxo.
Estes materiais serão analisados pela PF para aprofundar as investigações e identificar, se for o caso, a participação de outros envolvidos.
Segundo as diligências preliminares, o então gerente teria se aproveitado de suas atribuições dentro da agência para realizar movimentações e saques não autorizados em contas de clientes, especialmente de pessoas idosas.
O prejuízo estimado — calculado com valores atualizados referentes ao período entre janeiro e agosto de 2022 — chega a aproximadamente R$ 1 000 000,00 (um milhão de reais).
Os investigadores apuram a ocorrência do crime de peculato — quando um servidor público se apropria de recursos ou bens sob sua responsabilidade —, cuja pena pode chegar a até 12 anos de reclusão, além de multa.
A Caixa Econômica Federal, por meio de processo administrativo disciplinar interno, já demitiu o ex-funcionário em julho de 2025 por conduta considerada incompatível com as funções da instituição.
A PF continuará as diligências para:
identificar eventuais novas vítimas do esquema;
rastrear movimentações financeiras;
apurar a possível participação de outras pessoas ou grupos no desvio.
O caso segue sob sigilo, e os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela corporação até o momento.
Embora este caso seja atual e específico, a Caixa Econômica Federal já esteve envolvida em outras investigações de fraudes e desvios em anos recentes, incluindo casos de saques indevidos ou ataques cibernéticos que afetaram governança de contas — temas que têm chamado atenção de órgãos de fiscalização e controle.







