Uma professora de 41 anos foi violentamente agredida pelo companheiro na noite desta semana em plena via pública, na Avenida João Ramalho, na zona sul de Marília (SP). O caso ocorreu em horário de grande movimento e foi presenciado por pedestres, que intervieram e acionaram a Polícia Militar.
De acordo com informações registradas pela polícia, o casal trafegava em um veículo que apresentou pane mecânica ou falta de combustível e ficou parado na via. Durante a tentativa de resolver o problema, teve início uma discussão. Em meio ao desentendimento, o homem passou a agredir a mulher com socos, empurrões e chutes, mesmo com a presença de outras pessoas no local. Testemunhas relataram que a vítima tentou se afastar, mas foi alcançada e acabou caindo ao chão.
Populares que presenciaram a cena conseguiram afastar o agressor momentaneamente e chamaram a Polícia Militar pelo 190. Quando os policiais chegaram, encontraram a professora com ferimentos visíveis no rosto, inchaço na região dos olhos e dores nas costas e nos braços. Ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada para avaliação em uma unidade de saúde. O quadro de saúde foi considerado estável.
O agressor foi localizado ainda nas proximidades da Avenida João Ramalho. Segundo a PM, ele apresentava sinais de embriaguez, como fala desconexa e dificuldade para se manter em pé. Diante do comportamento alterado, os policiais precisaram contê-lo e conduzi-lo algemado até a Central de Polícia Judiciária de Marília.
Na delegacia, o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha. A vítima prestou depoimento, manifestou interesse em representar criminalmente contra o companheiro e solicitou medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento do agressor e a proibição de qualquer tipo de contato.
A Polícia Civil abriu inquérito para aprofundar as investigações e deve analisar imagens de câmeras de segurança da região, além de ouvir formalmente as testemunhas que presenciaram a agressão. O caso segue em apuração.
O episódio causou revolta entre moradores e profissionais da educação. Entidades reforçam a importância da denúncia em casos de violência contra a mulher. Vítimas podem buscar ajuda pelo telefone 190, pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília ou pelo 180, canal nacional de orientação e acolhimento.
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