ANVISA APROVA SEGUNDO MEDICAMENTO GENÉRICO DE SEMAGLUTIDA EM CANETA NO BRASIL

FOTO: DIVULGAÇÃO 

Nova autorização amplia a concorrência no mercado de medicamentos à base do princípio ativo presente no Ozempic; registro foi concedido à Germed

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (24) o registro do segundo medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil. A autorização foi concedida à farmacêutica Germed e publicada no Diário Oficial da União.

A semaglutida é o princípio ativo presente em medicamentos conhecidos como Ozempic e Wegovy, ambos produzidos pela Novo Nordisk. A substância pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e é utilizada em tratamentos relacionados ao diabetes tipo 2 e, conforme a indicação específica de cada medicamento, ao controle do peso.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, o novo genérico da Germed terá quatro apresentações de solução injetável, na concentração de 1,34 mg/mL. Os produtos serão disponibilizados em cartuchos e kits contendo canetas aplicadoras e agulhas, com prazo de validade de 24 meses.

SEGUNDO GENÉRICO EM UMA SEMANA

A aprovação ocorre apenas uma semana depois de a Anvisa registrar o primeiro genérico de semaglutida do país, produzido pela farmacêutica EMS. O registro foi publicado em 17 de agosto e representou um marco na entrada de versões genéricas da substância no mercado brasileiro.

Na mesma ocasião, a Germed também recebeu autorização para comercializar o Semaclique, um medicamento similar à base de semaglutida. Diferentemente do genérico, o similar possui nome comercial próprio.

A chegada das versões genéricas foi possível após o fim da patente da semaglutida no Brasil, ocorrido em 20 de março de 2026. A Anvisa, porém, ressalta que o vencimento da patente não significa autorização automática para venda: cada medicamento precisa passar por avaliação e obter registro sanitário, com comprovação de requisitos de qualidade, segurança e eficácia.

MAIS CONCORRÊNCIA E EXPECTATIVA DE REDUÇÃO DE PREÇOS

A entrada de novos fabricantes deve aumentar a concorrência no mercado brasileiro de semaglutida. Pela legislação brasileira, medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço, no mínimo, 35% inferior ao medicamento de referência, embora o valor efetivamente cobrado nas farmácias dependa da definição de preço e das estratégias comerciais de cada fabricante.

A expectativa é que a ampliação da oferta contribua para reduzir o custo dos tratamentos e facilite o acesso de pacientes que precisam da semaglutida.

USO EXIGE PRESCRIÇÃO E ACOMPANHAMENTO MÉDICO

Apesar da popularidade das chamadas “canetas emagrecedoras”, a semaglutida não deve ser utilizada por conta própria. As indicações, doses e condições de uso dependem do medicamento registrado e da avaliação médica.

A primeira caneta genérica aprovada pela Anvisa, por exemplo, possui indicação para adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e à prática de exercícios.

A Anvisa também já autorizou diferentes medicamentos à base de semaglutida e vem ampliando a quantidade de registros da substância no país. Em julho, a agência anunciou o registro de cinco novas canetas sintéticas destinadas ao tratamento do diabetes tipo 2.

Com a nova aprovação desta segunda-feira, o mercado brasileiro passa a contar com mais uma alternativa genérica de semaglutida, aumentando a disputa entre fabricantes e abrindo perspectiva de maior variedade e preços mais competitivos para os consumidores.



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