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CASO DE MULHER ENCONTRADA MORTA EM CASA, REACENDE ALERTA SOBRE MORTES DESASSISTIDAS EM MARÍLIA


Foto: Arquivo MJ



Uma mulher de 58 anos foi encontrada morta dentro da própria residência na tarde de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, na zona oeste de Marília. O caso, registrado pela Polícia Militar, chama atenção pelo que autoridades preliminarmente classificam como “morte desassistida”, e está sob investigação das autoridades civis. 

Segundo informações preliminares, a vítima vivia sozinha em uma casa na Rua XV de Novembro e não mantinha contato com familiares havia vários dias. A falta de notícias sobre seu paradeiro levou parentes e a imobiliária responsável pelo imóvel a solicitar acesso ao local, já que ninguém conseguia contato com a moradora. 

Com o auxílio de uma chave reserva, representantes da imobiliária conseguiram entrar na residência e encontraram a mulher já sem vida. A equipe então acionou os familiares e, em seguida, a Polícia Militar e as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que constataram o óbito no local. 

De acordo com relatos de parentes presentes no momento da chegada das autoridades, a mulher sofria de comorbidades, incluindo diabetes e problemas cardíacos — fatores que podem ter contribuído para o desfecho fatal. Não foram encontrados indícios de violência ou a presença de terceiros no momento da constatação do óbito. 


Peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizaram a perícia no local, e a investigação foi oficialmente aberta para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, o caso segue sob análise e não há confirmações de causas adicionais além da possibilidade de causas naturais ou de saúde agravadas pela falta de assistência. 

O caso levanta novamente a discussão sobre a chamada “morte desassistida” — situação em que pessoas, especialmente aquelas que vivem sozinhas e sem suporte familiar ou social regular, podem falecer sem que ninguém perceba o estado de emergência. Especialistas em saúde pública destacam que redes de apoio e contato frequente com familiares, vizinhos ou serviços sociais podem ser fundamentais para evitar episódios semelhantes.





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